martes, 5 de octubre de 2010

La Paz parte II

Às 7.30 do dia seguinte lá estávamos nós em frente à porta da nossa agência. Dois alemaes, um casal também estava lá à espera. trocámos impressoes e contaram-nos que estavam no final de uma férias de 3 meses pelo Equador, Perú e Bolivia. Lá partimos nós num mini bus para a "estrada da morte", a mais perigosa do mundo, pelo menos até 2007 já que agora, devido aos muitos acidentes e mortes, já nao passam muitos carros, ainda que alguns turristas morrem por lá a fazer esta tour.
Chegámos ao cume (4700 metros para descer até aos 1100) e estava muito frio, nevoeiro e neve, montámos as bicicletas e começámos a descer pelo alcatrao. Sempre que o guia avisava abrandávamos ou parávamos e os carros passavam ao lado. O guia ia tirando footografias e fazendo videos o caminho todo. Um pouco mais abaixo deixámos o alcatrao e passámos entao à oficial "Estrada de la Muerte". Pagámos 20 bolivianos e começámos a descer por terra batida. Era um terreno horrível e com a neblina nao se via quase nada, além de que, com um pouco de chuva, o chao estava bem escorregadio.
De vez em quando o tempo abria e lá se via o precipicio que estava sob nós. Era uma paisagem deslumbrante e ao mesmo tempo aterradora. Sempre com uma mao no travao lá iamos descendo e com a mini-van sempre atrás de nós. Pelo caminho viamos algumas cascatas, pessoas que viviam no meio do nada e algumas lápides de pessoas que morreram por lá. O pior era ainda a lama que ao passar de bicicleta ia-se metendo nos olhos e nao deixava ver nada. Escusado será dizer que chegámos ao final todos molhados, enlameados e sujos mesmo com as capas de protecçao. Fomos tomar um duche no hotel e comer um merecido buffet, mas por infelicidade nao pudemos aproveitar a piscina, devido à chuva.
 Voltámos à cidade pela nova estrada e descançamos o tempo restante pois no dia seguinte tinhamos mais uma tour bem cedo.
No terceiro dia, em La Paz, fomos de novo à agência e apanhámos um autocarro com mais alguns turistas para irmos às ruinas de Tiwanaku. O sitio arqueológico ficava a uma hora e meia de distância da capital. Descobrimos vestigios de uma civilizaçao muito mais antiga que os Incas e que em termos de duraçao apenas perdia para a civilizaçao egipcia (durou por volta de 3.000 anos ao passo que os faraós do Egipto duraram 5.000 anos). Uma civilizaçao que terminou pelo séc. XII e que era já bastante avançada em termos de astronomia, agricultura e matemática. Os tiwanacotes tinham construido uma piramide com 7 niveis embora apenas alguns tivessem sido escavados. Foram descobertos canais de água, vários utensilios, máscaras com feiçoes de chineses (já estariam estado em contacto com culturas orientais), uma porta da lua e do sol, onde podiam observar os equinócios e solesticios e maneiras para amplificar o som através de escavaçoes na pedra.
Estudou-se e foram descobertos monolitos dessa época e entendeu-se que eram conhecedores do tempo. Há mais de mil anos que sabiam que o ano tinha 365 dias, 52 semanas num ano e 7 dias da semana. Muita coisas estava ainda por descobrir, por volta de 90 %, devido a problemas de financiamento. Em todos os monolitos existe, por exemplo, um pormenor ainda desconhecido. A mao esquerda enconstada à barriga apontando para o centro e a mao direita, apontando também para o centro, mas apenas com o polegar e os outros 4 dedos na outra direcçao, algo impossível para o homem. Este pormenor pode-se verificar em todos os monolitos, logo, nao é um erro, mas algo propositado. Ficámos fascinamos em descobrir e analisar tanta informaçao e como nao sabiamos nada de nada até aos dias de hoje. Uma das razoes: as escavaçoes e objectos até hoje descobertos e expostos nos museus europeus sao indicados como pertencentes ao Incas, algo que está errado pois os Incas apareceram em 1400 com a lenda Manco Cápac e Mama Ocllo que vieram da ilha do Sol no lago Titicaca e foi-lhes incuntida a missao de fundar a cidade dos Incas, Cuzco! Outra razao: ainda se sabe pouco, com apenas 10% da escavaçao concluida na zona, ainda há muito para aprender e descobrir.
Quando voltámos fomos tratar de alguns assuntos como a roupa suja e comprar recuerdos de última hora.
No dia seguinte apanhámos o autocarro para Copacabana às 8.30.

Estrada da Muerte - o início


Monólito Tiwanaku

Porta do Sol

No hay comentarios:

Publicar un comentario